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Dicas de Corrida

SP City: Prova de Vida, Fé e Superação de Eleandro

SP City: Prova de Vida, Fé e Superação de Eleandro

A SP City se transformou em muito mais que uma corrida para Eleandro; ela se tornou uma prova de vida, um marco de fé e recomeço após enfrentar a batalha de seu filho na UTI. Aos 41 anos, este profissional de Educação Física, treinador de corrida e empresário encontrou na prova um ponto fixo em sua trajetória. A SP City, para ele, é um evento anual com um significado profundo e pessoal, refletindo sua resiliência e gratidão.

  • ## A Origem da Paixão pela Corrida
  • A relação de Eleandro com a corrida começou de forma mais casual em
  • Inicialmente, o esporte era um meio para manter a forma física e lidar com o sobrepeso. As corridas eram esporádicas, sem um planejamento estruturado e com pouca informação disponível, diferente do que vemos hoje nas redes sociais. A necessidade de movimento e cuidado com o corpo foram os primeiros motivadores.

### Dos 16 km ao Desafio dos 21 km Em 2015, Eleandro alcançou a marca dos 16 km, uma distância que parecia imensa na época. Essa conquista pessoal chamou a atenção de seu tio, Ely (conhecido como Mello), que se tornou uma figura fundamental em sua jornada esportiva, sendo considerado seu padrinho de corrida de rua. Ely foi quem o introduziu ao universo dos 21 km.

O convite para participar de uma meia maratona foi aceito, embora Eleandro não compreendesse totalmente a magnitude do desafio. A experiência foi árdua; sentiu dor, considerou desistir, terminou a prova de forma improvisada e passou dias com dores intensas, chegando a perder unhas. Essa primeira meia maratona o deixou com a impressão de que talvez essa distância não fosse para ele.

No entanto, a resiliência falou mais alto. Ele continuou correndo distâncias menores, como 10 km e 15 km, até que os 21 km voltaram a ser considerados com uma nova perspectiva. Em 2016, seu tio o convidou novamente, desta vez para a meia maratona da então ASICS/City Marathon em São Paulo. Eleandro aceitou, dedicou-se a um preparo mais consistente e obteve um resultado diferente.

“Eu falei: dá para fazer. Treinando certinho, seguindo as coisas certas, dá para fazer 21 quilômetros”, ele relembra. Foi nesse momento que a SP City se solidificou em sua vida. Ele ficou encantado com o percurso, a organização e a atmosfera vibrante da prova, declarando: “Eu me apaixonei pelo percurso, me apaixonei pela estrutura da prova. Saí em êxtase”.

  • ## A SP City que Virou Tradição e Família
  • Em 2017, após participar da Rio City, Eleandro retornou à SP City dois meses depois, reafirmando sua conexão com a prova. Durante as celebrações pós-corrida, um plano ainda maior começou a tomar forma: a maratona em
  • Inicialmente, a ideia era celebrar a chegada de seu filho, Bernardo, esperado para março ou abril.

Contudo, em 23 de janeiro de 2018, o destino apresentou um novo rumo. Uma consulta de rotina revelou a necessidade de uma cesárea de urgência. Bernardo nasceu prematuro, com sete meses, e seu estado de saúde demandou internação na UTI neonatal. “O médico falou que minha esposa estava bem, mas que meu filho teria que lutar para continuar aqui”, relembra Eleandro, a voz embargada.

### A Maratona da Fé em Meio à Luta O período de quatro meses entre a internação neonatal e a alta médica foi de intensa dedicação para Eleandro. A rotina era marcada por visitas diárias ao filho, a incerteza constante sobre sua evolução e os treinos preparatórios para sua primeira maratona. Muitas vezes, ele saía diretamente do hospital para correr 10, 12 ou até 18 km, transformando cada treino em um ato de fé.

“Eu saía pedindo para Deus manter esse menino com a gente e ia fazer minha corrida do dia”, ele conta. Em um desses treinos, um tropeço resultou em quedas, ferimentos na mão e no joelho. O cuidado com o ferimento na mão tornou as visitas à UTI ainda mais delicadas, exigindo rigorosa higiene antes de entrar na incubadora do filho.

  • “Eu fazia minha oração dentro da incubadora onde ele se encontrava”, relata, comovido. Quando Bernardo finalmente recebeu alta em junho, Eleandro estava pronto para sua primeira maratona na SP City de
  • A prova transcendeu a marca de 42 km e se tornou uma jornada pessoal de gratidão e esperança.

“Do quilômetro 1 ao 42, eu fui agradecendo a Deus e pedindo a vida do meu filho”, ele confessa. Na reta final, próximo ao km 41, avistar sua esposa, pais e o pequeno Bernardo no colo trouxe um novo significado à linha de chegada. Aquele momento, em meio a dores e cãibras, foi um divisor de águas: “Ali eu encontrei Deus e entendi o que é acreditar na vida”.

## Pandemia, Retorno e Novos Ciclos de Superação Após a emoção de 2018, Eleandro planejou retornar em 2019 e adquiriu o ingresso para a edição seguinte. No entanto, a pandemia de COVID-19 interrompeu o calendário esportivo. A SP City só retornou em 2022, e Eleandro participou da meia maratona, evento que marcou o fim de um período desafiador, a mudança de empresa e novas conquistas profissionais.

Em 2023, ele aceitou o convite de um amigo para sua segunda maratona, novamente na SP City. Correram juntos os 42 km, e Eleandro completou a prova em 3h50. Ele a descreve como “a prova mais icônica que eu fiz fisicamente, pelo preparo”. Em 2024, seu objetivo foi acompanhar um amigo, Felipe, em sua estreia nos 21 km. Para Eleandro, indicar a SP City como a primeira meia maratona de alguém era natural; era a prova que também havia transformado sua própria relação com a distância.

### Novos Caminhos, Correndo Sempre Contra as Adversidades A preparação para a próxima maratona de Eleandro está envolta em desafios ainda maiores. Um grave acidente de carro e uma queda de bicicleta que resultou na quebra de cinco dentes foram alguns dos obstáculos. Recentemente, ele também enfrentou a dolorosa perda de seu pai para o câncer. Apesar de tudo, sua determinação em estar na largada permanece inabalável.

“Vai ser uma maratona de superação. Vou fazer com unhas e dentes e força”, afirma com convicção. A SP City transcendeu o status de uma prova bem organizada ou de um percurso desafiador. Ela se entrelaçou com sua paternidade, medos superados, fé inabalável, superação de pandemias, laços de amizade, o luto e sua profissão.

“Uma prova um dia mudou minha vida”, reflete. “Se não fosse a SP City, eu acho que eu já teria diminuído muito minha forma de pensar no esporte.” A SP City prova de vida é um testemunho poderoso de como o esporte pode ser um catalisador de resiliência e esperança em face das maiores adversidades.

## Perguntas Frequentes (FAQ) ### O que é a SP City Marathon? A SP City Marathon é uma tradicional corrida de rua realizada em São Paulo, conhecida por seu percurso desafiador e organização. Ela oferece diferentes distâncias, como 10 km, 21 km (meia maratona) e 42 km (maratona).

### Como a SP City se tornou uma prova de vida para Eleandro? Para Eleandro, a SP City se tornou uma prova de vida após seu filho, Bernardo, ter lutado pela vida na UTI neonatal. Correr a maratona em 2018 foi um ato de gratidão e fé, onde ele agradeceu a Deus pela recuperação do filho.

### Quais foram os principais desafios que Eleandro enfrentou? Eleandro enfrentou a prematuridade e internação de seu filho na UTI neonatal, a superação de dores e lesões durante treinos e provas, e mais recentemente, um acidente de carro, uma queda de bicicleta e o luto pela perda do pai.

### Qual o significado da SP City para Eleandro? A SP City representa gratidão, fé, superação, resiliência e um marco em sua vida pessoal e profissional. Ela simboliza a força da esperança e a importância do esporte como ferramenta de enfrentamento.

## Conclusão A história de Eleandro e sua conexão com a SP City é um exemplo inspirador de como o esporte pode se tornar um poderoso instrumento de superação, fé e renascimento. A prova, que começou como um desafio físico, evoluiu para se tornar um santuário de gratidão e um símbolo de sua resiliência diante das adversidades mais profundas. A cada edição, a SP City prova de vida reafirma o poder transformador da corrida e da esperança, mostrando que é possível encontrar força e significado mesmo nos momentos mais sombrios.

Fonte: www.suacorrida.com.br

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Carlos Pace

Carlos é corredor de rua há mais de 12 anos e apaixonado por performance e saúde. Escreve sobre treinos, planilhas, técnicas de corrida, prevenção de lesões e preparação para provas de 5K, 10K e maratonas.

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